:: Reviews & Textos - Raphael Crespo ::

Este é um blog de opinião. Mas também é um espaço para o simples exercício da escrita. Enquanto não tenho uma idéia genial para um livro, vou me divertindo por aqui. E vou escrevendo sobre o que me der na telha. Gostou, ótimo! Não gostou, conteste! Em ambos os casos, o espaço de comentários está aberto.
:: Bem-vindo ao Reviews & Textos - Raphael Crespo :: Home | Escreve aí! ::
[::..Eu..::]
Nome: Raphael Crespo
Nasc.: 23/01/78
Local: Rio de Janeiro
Profissão: Jornalista
Msn:raphaelfc@hotmail.com
[::..Recomendados..::]
:: "Senhor, estarei te irritando...", meu novo blog
:: "Ancelmo.com"
:: "Kibeloco"
:: GloboEsporte.com
:: "Google"
:: Comunique-se
:: Site oficial do Zico
:: NBA
:: Flamengo
:: Sepultura
:: Velhas Virgens
:: Cocadaboa
:: Whiplash
:: All Music
[::..Blogs..::]
:: "Urublog"
:: "Jam Sessions", do jornalista Jamari França
:: "Sobe o Som", de Christina Fuscaldo e Hérica Marmo
:: "Futebol, coisa & tal...", de Gilmar Ferreira
:: "Jogo Aberto", de Lédio Carmona
[::..Blogs de amigos..::]
:: "Mundo de Sabrina", de Sabrina Crespo
:: "Segredos de Liquidificador", de Luciana Campos
:: "Musa de Caminhoneiro", de Thatiana Diniz
:: "Final de Namoro", de uma amiga secreta
[::..Arquivo..::]

Google

:: Quinta-feira, Janeiro 15, 2009 ::

E VAI ROLAR A FESTA!!! VAI ROLAR!!!



:: RAPHAEL CRESPO 23:45 :: Comments: :: [Link do post] ::
...

:: Quinta-feira, Julho 31, 2008 ::

"Senhor, estarei te irritando..."


Meu mais novo blog: http://www.estareiteirritando.blogspot.com





:: RAPHAEL CRESPO 10:43 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Março 18, 2008 ::

METAL – A HEADBANGER’S JOURNEY
Documentário mostra retrato fiel de um estilo de vida

O Heavy Metal é um universo paralelo, marginal, independente de qualquer preceito da sociedade contemporânea. É um mundo com suas próprias leis, indumentárias e, o que é mais importante, onde todos os que fazem parte são auto-suficientes e precisam de muito pouco: apenas de guitarras distorcidas ao extremo, um baixo pulsante, uma bateria ensurdecedora e um vocal estridente. Ao dissecar por completo o tema, o antropólogo e headbanger Sam Dunn nos apresenta, em "Metal - Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal" (Metal - A Headbanger's Journey"), um documentário definitivo sobre o som que, ao longo de quase 40 anos, se transformou num estilo de vida.

Na tentativa de chegar a conclusões sobre o fascínio exercido pelo Heavy Metal em seus fãs, e sobre o repúdio causado ao resto da sociedade, o filme acaba traçando a mais completa e metálica árvore genealógica de que se tem notícia. E uma árvore realmente aparece no documentário, cobrindo toda a gama de subgêneros do estilo. Está tudo lá. Desde citações ao esporrento - para a época - Blue Cheer até depoimentos de inconsequentes membros do chamado Inner Circle que, em meados da década de 1990, queimaram várias igrejas pela Noruega.

Porém, mais importante que a árvore genealógica, o cabeludo Sam Dunn esmiúça o Heavy Metal desde o surgimento, abordando diversos temas ligado ao estilo, como religião, sexo e morte, ouvindo não apenas músicos, mas também sociólogos, historiadores e jornalistas especializados.

Dunn esteve na cinzenta Birmingham, onde conversou com Tony Iommi; confessou o nervosismo ao entrevistar seu ídolo de infância Bruce Dickinson; falou sobre a cena Glam do início dos anos 1990, na Sunset Strip de Los Angeles e reverenciou, como uma criança que chega à Disneylândia, o Wacken Open Air.

Mais do que um trabalho cinematográfico ou jornalístico, o canadense passa em seu documentário, com muita propriedade, o amor incondicional que tem pelo estilo. E é exatamente isso que faz qualquer headbanger se identificar com praticamente todas as cenas do filme. Tudo o que ele fala, os fãs de Heavy Metal já conhecem de cor e salteado. Mas acaba sendo uma espécie de redenção assistir a uma produção tão bem feita sobre o assunto, que é tratado de forma séria, mas sem ser chapa branca.

Há momentos memoráveis no DVD, como os já citados depoimentos dos medalhões Tony Iommi e Bruce Dickinson, além de Ronnie James Dio – que explica como difundiu os famosos chifrinhos (horn’s up!) – Alice Cooper, Lemmy (Motorhead) e Dee Snider. O vocalista do Twisted Sister, por sinal, lembra do maravilhoso episódio em que foi chamado para uma discussão no Senado americano onde calou a boca de todos os moralistas – entre eles Tipper Gore, fundadora do Parental Music Resource Center (PMRC), aquela instituição responsável pelos selinhos de “letras explícitas”, que, mais do que qualquer coisa, só serve para aumentar as vendagens de qualquer disco, seja qual for o estilo.

E há também momentos que beiram o ridículo, protagonizados pelas bandas de Black Metal, que, muitas vezes, são mais posers que o Glam Metal. A entrevista de Gaahl, vocalista do Gorgoroth arranca gargalhadas de qualquer um que não seja, como ele, um pretenso satanista, assim como os depoimentos de Necrobutcher e Blasphemer, do Mayhem.

Para quem gosta ou não de som pesado, "Metal – A Headbanger’s Journey" é, acima de tudo, um documentário da melhor qualidade, por fazer exatamente o que um documentário se propõe: dissecar completamente o assunto abordado. Obrigatório!



:: RAPHAEL CRESPO 10:43 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008 ::

A IMPORTÂNCIA DE SABER GANHAR E PERDER



É engraçado ver os botafoguenses reclamando da arbitragem. Logo eles, que comemoraram o único Campeonato Brasileiro da história do clube após gol em impedimento do Túlio Maravilha, que o árbitro Márcio Rezende de Freitas ignorou, em final contra o Santos, em 1995. E será que eles se lembram de Botafogo x Atlético-MG no ano passado, pela Copa do Brasil? É ridícula a capacidade de inventar desculpas e "jogar para a galera" dessa diretoria alvinegra, em vez de assumir a incapacidade do time em manter a tranquilidade em momentos decisivos. Pois há uma grande diferença entre Flamengo e Botafogo: o Rubro-Negro sabe chegar a uma decisão e ganhar um título.

O episódio de ontem, no vestiário do Botafogo, após mais uma derrota em finais pelo Flamengo, só pode ser classificado como PATÉTICO! Jogadores chorando; técnico se confundindo sobre quem havia ganhado o título minutos antes; presidente renunciando; diretor de futebol ironizando... Atitudes típicas de um clube que, desde o início de sua história - em alguns momentos gloriosa - , se esconde atrás de desculpas esfarrapadas para disfarçar suas próprias fraquezas. Apelam, até mesmo, para o sobrenatural, volta e meia evocando a frase: "tem coisa que só acontece com o Botafogo".

Pois não é isso, não. Tem time que sabe vencer e tem time que não sabe. E, no Rio de Janeiro, os títulos mostram quais são os times que sabem vencer. O Flamengo - de cinco Campeonatos Brasileiros, um Mundial, uma Libertadores, duas Copas do Brasil, 29 títulos Estaduais, sendo quatro tricampeonatos -, este, sim, é um time que sabe vencer. O Vasco - de quatro Campeonatos Brasileiros, uma Libertadores e sei lá quantos Estaduais -, também sabe vencer. Até o Fluminense - de 30 Estaduais, um Campeonato Brasileiro e uma Copa do Brasil - é um time que sabe vencer. O Botafogo, de bela história, celeiro de grandes craques, não é um time que sabe vencer. E, muito menos, um time que sabe perder.

Sobre o jogo de ontem, muitos Alvinegros choram pelo pênalti em cima do Fábio Luciano. Não contestam a infração, porque, neste caso, seria demais. Mas contestam a não marcação em outros lances iguais. Bom, se o árbitro for marcar pênalti em todo empurra-empurra gerado por bolas cruzadas na área, as marcas de cal dos campos de futebol vão ficar gastas. Eles têm que marcar, sim, quando a falta é acintosa - para usar o termo que os comentaristas de arbitragem adoram. E este foi o caso da falta no zagueiro rubro-negro.

Após o gol de Ibson, o Souza, como de costume, foi arrumar uma confusão desnecessária. E ando vendo muita gente crucificando, apenas, o jogador do Flamengo. Pois neste lance, em particular - e aqui, apesar de rubro-negro, procuro ser o menos parcial possível -, não considerei o desequilibrado atacante o grande vilão. O uruguaio encrenqueiro que defende o gol do Botafogo não devia ter segurado a bola daquele jeito, para fazer catimba, assim como os jogadores do Botafogo não deviam ter agarrado o camisa 9 flamenguista. E o árbitro, como qualquer colega seu faz em situações semelhantes, ficou observando de perto para expulsar um de cada lado. Zé Carlos não devia ter sido o escolhido pelo lado alvinegro? Há controvérsias. Pelo que vi no lance, ele agarrou e tentou agredir o Souza por trás. E o juiz viu isso.

Passada a confusão, teve uma entrada criminosa do Ferrero em Christian, que o Sr. Marcelo de Lima Henrique viu e ignorou; impedimento inexistente de Obina, num lance de cara para o gol e uma posição irregular de um atacante do Botafogo logo após o gol de Diego Tardelli, que quase acabou no gol de empate, mas o voleio saiu por cima do gol. E teve também a expulsão do Lúcio Flávio, que, discute-se, teria sido injustiçado ao tomar o cartão amarelo na confusão que se deu logo após o gol de pênalti do Flamengo. Injustiça ou não, a entrada por trás que o meia alvinegro deu no Juan merecia, por si só, um cartão vermelho.

Os alvinegros ainda vão chorar por muito tempo essa derrota na Taça Guanabara de 2008. Assim como, daqui a 50 anos, vão chorar títulos perdidos há 50 anos. Assim como vão execrar os tataranetos da bandeirinha Ana Paula Oliveira. Assim como vão se agarrar a 13 galhos de arruda, todas as vezes que seu time entrar em campo para decidir alguma coisa.

Já o Flamengo, por mais avacalhada que seja sua diretoria - e não falo somente da atual, mas de várias outras passadas -, por ser o Flamengo, é um time de chegada. É um time que, numa decisão, faz a torcida confiar na vitória até o último segundo - Rondinelli, Nunes, Petkovic, Diego Tardelli e muitos outros são exemplos vivos disso. É um time que não amarela. Que pode até perder, mas não entrega título de mão beijada. E, quando perde, olha para a próxima decisão, em vez de ficar chorando pelo leite derramado.

Essa é a diferença entre um time que sabe perder e ganhar e o Botafogo, que, mesmo com quase 100 anos de história, ainda precisa aprender essas duas principais lições inerentes a qualquer esporte.

:: RAPHAEL CRESPO 23:23 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008 ::

OBRIGADO, GUGA!!!

No dia 8 de junho de 1997, lembro-me como se fosse hoje, acordei cedo e logo liguei a TV no canal 6, extinta TV Manchete. Ao longo da semana anterior, vinha ouvindo falar e lendo nos jornais sobre um tal tenista brasileiro que estava barbarizando os melhores do mundo em Roland Garros. O tênis sempre foi um esporte que me atraiu. Antes mesmo da data em questão, já me deliciava com os jogos de Andre Agassi e Boris Becker e tinha outros motivos, além dos esportivos, para curtir as transmissões de partidas de Steffi Graff e, principalmente, de Gabriela Sabatini. Por isso, não fiquei alheio ao alarde que fizeram sobre o jovem catarinense, de apenas 19 anos, que chegara à decisão do Grand Slam francês.

Àquela época, eu já estava aprovado em jornalismo na Universidade Federal Fluminense e esperava chegar agosto para começar o curso. E trabalhar com coberturas esportivas sempre esteve em meus planos. Mas, naquela manhã de domingo, mais do que em qualquer outra estrelada por Ayrton Senna - nunca fui muito fã de Fórmula 1 -, eu era mais um dos milhares de torcedores que testemunhavam o surgimento do ídolo Gustavo Kuerten.

Torci muito por Guga naquele dia. E este ato virou rotina nos anos em que se seguiram. Acompanhei a carreira de Guga, primeiramente, como mero torcedor. Depois, nos anos em que estive no Lance! e no Jornal do Brasil, como jornalista, quase sempre de longe, apenas pela TV. Mas era uma mistura de trabalho e torcida.

Tive oportunidades de estar perto de Guga, quando cobri in loco, para o JB Online, o confronto entre Brasil e Canadá pela Copa Davis em 2002. Na oportunidade, vi nosso "Surfista do Saibro" arrasar no primeiro jogo, com uma vitória de 3 a 0 sobre Daniel Nestor, e depois ajudar a equipe brasileira a despachar os canadenses, vencendo nas duplas ao lado de André Sá. Além de ver um ídolo no auge, ainda tive a oportunidade de trocar poucas palavras, além de acompanhar coletivas de imprensa com a participação dele. Ou seja, não era só trabalho. Era um privilégio.

Esta noite, acompanhei, pela Sportv, algumas partes do último jogo oficial de Guga no Brasil. Ao contrário das inúmeras vezes em que me sentei à frente da TV para vê-lo jogar - como nos torneios de Roland Garros de 2000 e 2001 e a Masters Cup de Lisboa de 2000, outro momento inesquecível - não torci. Sabia que a possibilidade de vitória era praticamente nula. E confesso que fiquei com os olhos marejados de lágrimas ao ver e ouvir, no final, as palavras de um ídolo vencido não pelo desconhecido adversário do outro lado da rede, mas pelos limites do próprio corpo.

Assim como nos títulos mais importantes de Guga - e vi todas as principais finais ao vivo -, me emocionei esta noite. "Desculpa, mas não consigo mais". Essas palavras, de uma forma triste, vão ficar sempre na minha memória, assim como todas as alegrias que esse grande ídolo me proporcionou enquanto esteve em quadra. Mas você não tem que pedir desculpas, Guga. Nós, fãs de esporte, é que temos de te agradecer para sempre!

Obrigado, Guga!!!!

:: RAPHAEL CRESPO 00:53 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Quinta-feira, Janeiro 31, 2008 ::

ASSIM COMO O POTE DE OURO, ESTARIAM AS AMEAÇAS VINDO DO FINAL DO ARCO-ÍRIS?



Que a torcida do Flamengo é a maior do Brasil, ninguém discute. Que faz os mais belos espetáculos nas arquibancadas do Maracanã, a maioria reconhece. E que enfrenta o preconceito, justamente por seu caráter extremamente popular, da chamada "Torcida Arco-Íris", qualquer rubro-negro sabe. Neste sábado de Carnaval, Flamengo e América têm encontro marcado para o Engenhão, que, após os Jogos Pan-Americanos, passou para a ser administrado pelo Botafogo. Diante da estréia rubro-negra no estádio, pipocam "perfis flamenguistas" no Orkut ameaçando depredar as dependências alvinegras.

Para o presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, o clube precisa ter garantias para liberar o estádio. Perfeitamente compreensível. É de um patrimônio administrado pelos botafoguenses que estamos falando. Mas não se pode confundir a ressalva alvinegra e as tais ameaças pelo Orkut como uma prova cabal de que todo rubro-negro é marginal.

Pois episódios como esse só servem para tricolores, vascaínos e botafoguenses destilarem veneno e reafirmarem o preconceituoso estigma de "marginais" dos rubro-negros. Mas fica uma pergunta: será que as ameaças estão, realmente, sendo feitas pelos flamenguistas? Quem garante? São perfis falsos no Orkut os que dizem que vão quebrar cadeiras, lâmpadas e sanitários do Engenhão. Não seriam torcedores de outros times tentando denegrir a imagem dos rubro-negros?

A diretoria do Flamengo tem razão de se preocupar e deve fazer de tudo, mesmo, para conscientizar a torcida, pois, no fim das contas, podem mesmo ser rubro-negros vagabundos. Espírito-de-porco tem em tudo que é lugar. Se esse tipo de gente está infiltrada em torcidas menos numerosas, como as de Botafogo e Fluminense, imaginem na torcida do Flamengo, que é a maior do país.

Não descarto que as ameaças estejam partindo de flamenguistas, mas acho que as chances são de 25%. Os outros 75% dos suspeitos, ao meu ver, podem ser igualmente divididos entre torcedores de Fluminense, Vasco e Botafogo. Pessoalmente, acho que a torcida rubro-negra tem tudo para fazer uma festa muito bacana no estádio.


:: RAPHAEL CRESPO 10:18 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Janeiro 29, 2008 ::

SE O JOSÉ DA SILVA GANHASSE UM CARTÃO COORPORATIVO...



... Ele poderia se dar ao luxo de comprar comida...
... Ele poderia pagar um plano de saúde para toda a família, para não depender mais do SUS...
... Ele poderia bancar os estudos de todos os seus filhos...
... Ele poderia sair da favela e ficar um pouco mais distante do risco de balas perdidas...
... Ele poderia fazer algum tipo de caridade, mas não do tipo que fazem as ONGs que lavam dinheiro...

Mas, no final das contas, ele estaria tão errado quanto a Sra. Matilde Ribeiro, secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, que parece não ter a menor idéia sobre as desigualdades em nossa sociedade. Ou, o que é pior e mais provável, parece ignorá-las. José da Silva estaria errado por usufruir do dinheiro público para fins pessoais.

Ele saberia que, por ser José da Silva, sofreria as consequências e seria julgado por um crime. Sua inocência sequer seria cogitada. A expressão "indícios de crime" nunca seria usada.

Acontece que, se alguém falasse para José da Silva sobre a ilegalidade de tais atos, ele não os cometeria. Pois José da Silva é honesto. Aliás, se José da Silva ganhasse, pelo menos, 10% do salário de um ministro - que ultrapassa os R$ 8 mil -, ele, certamente, não precisaria de um cartão coorporativo.

Feliz 2008 para todos! Estou de volta ao blog... E o Brasil continua o mesmo!

:: RAPHAEL CRESPO 09:42 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Dezembro 11, 2007 ::

Inveja!!!!



Confesso que eu estava torcendo por um fiasco. Coisas como: "Sem voz, Robert Plant decepciona"; "Nervoso, Jason Boham erra tudo e não lembra nem a sombra do pai" ou, mesmo, "De má vontade e com a guitarra desafinada, Jimmy Page economiza nos solos". Mas não foi isso que aconteceu.

Todos os relatos do show do dia 10 de dezembro de 2007 descrevem uma noite mágica, um capítulo à parte na história do "Rock n' Roll", estilo que empresta seu nome à música que levou de vez as cerca de 18 mil pessoas presentes no O2 Arena, em Londres, direto para o céu, sem a necessidade de uma escada.

Pois a escada já havia sido apresentada e já havia levado ao céu e trazido de volta, naquela noite, os privilegiados. Depois de ter jurado nunca mais tocar "Stairway to Heaven", e algumas décadas depois de sua última execução ao vivo, Robert Plant demonstrou que ainda tem gogó (como pude ver num video que ficou por alguns dias no Youtube). Jimmy Page emocionou, mesmo não tocando, exatamente como o original, um dos solos mais famosos de todos os tempos. Pois nem precisava, os improvisos de Page nos shows estavam entre as principais atrações do Led Zeppelin nos anos 70, quando, noite após noite, ele reinventava todos os solos da banda.

O set list da noite, logicamente, deve ter deixado muita gente com gosto de quero mais. Faltaram faixas fundamentais, como "Heartbreaker", "Communication Breakdown", "You shook me", "The Battle of Evermore", "Going to California" e "Living Loving Made". Mas, diante da oportunidade de se ver o Led Zeppelin ao vivo, acho difícil que alguém que esteve por lá ontem tenha conseguido deixar a emoção de lado para analisar friamente a lista das músicas.

"Good Times Bad Times", "Ramble On", "Black Dog", "In My Time Of Dying", "For Your Life", "Trampled Under Foot", "Nobody's Fault But Mine", "No Quarter", "Since I've Been Loving You", "Dazed And Confused", "Stairway To Heaven", "The Song Remains The Same", "Misty Mountain Hop", "Kashmir", "Whole Lotta Love (bis)" e "Rock And Roll (bis)". Querer mais é exigir muito. Deve ter sido perfeito.

Como já disse, torci por um fiasco - egoísmo meu nesse sentido, pelo fato de eu não ter presenciado a reunião. Mas, pelo jeito, foi tudo perfeito.

Agora, resta torcer para que esse show não seja o único. E que, no caso de uma turnê, venha para a América do Sul. Seja onde for, no continente, eu vou dar um jeito de assistir. Mas que seja, de preferência, no Rio de Janeiro, é claro!

:: RAPHAEL CRESPO 13:47 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Outubro 30, 2007 ::

PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

SERÁ QUE A MATÉRIA-PRIMA DO LEITE ADULTERADO VEM DAS VACAS DO VALIOSO REBANHO DE RENAN?

E o povo brasileiro, como sempre, fica com aquela mesma cara...



:: RAPHAEL CRESPO 13:09 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Outubro 23, 2007 ::



Faz tempo que o Seu Google não pinta por aqui. Portanto, atendendo a pedidos, volto a publicar algumas pérolas de buscas inusitadas pela internet, que acabaram no meu blog. Todas devidamente comentadas. Divirtam-se.

- programa antigo matinal aos domingos que abria com som de guitarra antiga

Esse, realmente, é muito antigo. Tão antigo que nem mesmo os antigos registros de antiguidades de museus antigos de som e imagem devem ter. Meu caro, acho que, nessa, o Seu Google não terá como te ajudar.

- musica tema de campanha feita a anos atras com cantores brasileiros que falava sobre agua

Bom, não sei o que essa pessoa quis dizer com "a anos atras". Se estava falando de anos já passados, deveria ser "há anos atrás" - sim, Seu Google perdoaria essa alma ignorante pela redundância. Sobre a busca, em si, "música com cantores brasileiros que falava sobre água", algumas me vêm à cabeça: "Olha, olha, olha, olha a água mineral. Água Mineral. Água mineral" ou "Se você pensa que cachaça é água, cachaç não é água, não" (Pensando bem, essa é sobre água que passarinho não bebe).

- fotos de pessoas usando o aparelho freio de burro

Talvez você ache aqui.

- quem comeu a luana piovani



- um texto com a frase;deixamos de dizer o que a gente dizia

........................ ............................... ... ....... ... . ..........
........... ...... ........... .......................................... ... .........



- o que acontece com um humano durante uma queda de avião?

Ele morre

- sou parente de silvio santos

Aêêêêê!!! Oêêêêê!!! Hahaêêê!!! Hihiiii!!!! Vem pra cá, vem pra cá, primo!!!! Olha o meu primo lá. Lá lá lá lá lá lá. Lá lá lá lá, lá lá lá lá lá lá!!!

- silvio santos vai deixar seu império

Deve ter parente dele comemorando. Será que o mesmo cara aqui de cima também fez essa busca?

- texto de silvio santos e branca de neve pelo telefone

Sílvio Santos diz:
- Olá, minha freguesa! Qual é o seu nome?
Do outro lado da linha, a resposta:
- Meu nome é Branca de neve.
Silvio Santos pergunta:
- E de onde você está falando?
E a Branca de Neve responde:
- Eu sou de Itaquaquecetuba.
Silvio fala:
- Aêêêêê! Cadê a caravana de Itaquaquecetuba???
Parte do auditório grita.
Silvio então pergunta:
- Mas, mas, mas, qual é o seu nome?
E do outro lado da linha vem a resposta:
- É Branca de Neve.
E Silvio pergunta:
- E de onde você está falando?
E a Branca de Neve responde:
- Ah, Silvio! Vai pra PQP!!!


- cai meteoro em peru

Deve ter doído!!!

- texto sobre meu municipio que é Vale do Sol

"Era uma vez um município chamado Que é vale do sol. Os queévaledosolenses são pessoas muito amáveis, simpáticas e hospitaleiras. O principal ponto turístico de Que é Vale do Sol é uma réplica da estátua do Cristo Redentor que, ao contrário do monumento carioca, fica no fundo de um vale, em vez do topo de um morro. Que é Vale do Sol fica no extremo noroeste de Roraima. Sua principal fonte de riqueza é seu imenso rebanho de antas, animal do qual tudo se aproveita, menos o cérebro.
Veja, abaixo, a bandeira do município Que é Vale do Sol.




- textos com oxítonas

"Era uma vez um pé de cajá. Mas em vez de cajá ele dava caju. Se o caju do pé de cajá era de maracujá, onde enfiaram o bambu?"

- eu tenho cd´s do motorhead autografado pelo lemmy

Seu Google diz: "I'm so bad, baby. I DON'T CARE!!!"

- bom dia meu amigo

Seu Google responde: "Bom dia"

:: RAPHAEL CRESPO 10:03 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Quinta-feira, Outubro 11, 2007 ::

Era uma vez um caminhoneiro, um professor de educação física e um promotor...



As leis no Brasil são como a distribuição de renda: completamente injustas. Assim como o dinheiro, a impunidade está sempre ao lado de quem tem poder.

Num espaço de menos de sete dias, três acidentes automobilísticos brutais causaram mortes de muitos inocentes. Primeiro foi um estúpido racha em Brasília, que deixou três mulheres mortas. Pouco tempo depois, um promotor bêbado acabou com a vida de uma família, matando pai, mãe e filha. E a noite de quarta-feira foi a última de, pelo menos, 27 pessoas, mortas numa tragédia de proporções impressionantes.

Os três acidentes têm alguns pontos em comum. Todos deixaram ferragens retorcidas, ceifaram vidas e envolveram irresponsabilidade dos condutores que os causaram. Mas a punição para os assassinos, certamente, e infelizmente, será diferente.

O caso do promotor, apesar de não ter acontecido em Brasília, é o que mais cheira a pizza. Logo de cara, o criminoso não foi preso, pois, promotores têm o direito à liberdade quando cometem crimes afiançáveis. Além disso, apesar de estar dirigindo bêbado, já se fala em processo por triplo homicídio culposo (sem intenção de matar), apenas com o agravante da embriaguez.

No que isso é diferente do racha de Brasília e do caminhoneiro de Santa Catarina? Continuemos a analisar.

Paulo César Timponi, professor de educação física, está em prisão preventiva. A perícia encontrou em seu Golf garrafas de bebidas alcoólicas, cocaína e maconha. Num laudo preliminar, ele estaria dirigindo a 140Km/h quando bateu num Corolla e matou três mulheres numa ponte em Brasília. Esse já deve ser enquadrado como homicídio doloso (quando há intenção de matar).

Será que esse professor tinha, mesmo, a intenção de matar? Pois o promotor, segundo alguns juristas e delegados, não tinha.

E o que dizer, então, do motorista do caminhão que atropelou mais de 20 pessoas que faziam o resgate de um outro acidente, numa estrada em Santa Catarina? Esse, então, é um monstro carniceiro. Nem teve chance. Já saiu dos destroços do caminhão para se tratar de ferimentos sérios e praticamente julgado. Mas, na certa é apenas mais um dos milhares de caminhoneiros que levam esse país nas costas, se arriscando por estradas esburacadas, ao longo de cargas horárias desumanas para cumprirem prazos que, por muito pouco não contrariam leis importantes de tempo e espaço da Física.

Teria tido, esse caminhoneiro, a intenção de matar mais de 20 pessoas? Que diferença há dele para o promotor e o professor de educação física? Pois eu mesmo respondo: diferença social.

O caminhoneiro, infelizmente, combinou pressa com uma irresponsabilidade sem tamanho e, além de matar dezenas, acabou com sua própria liberdade. A história ainda está mal contada. Fala-se de sua urgência por vencer um engarrafamento de mais de dois quilômetros, que o levou a andar a distância pela contra-mão, após encontrar um bloqueio na estrada. Mas fala-se, também, em falha mecânica do caminhão, que teria ficado sem freios. De um jeito ou de outro, a tragédia aconteceu e mais de 20 pessoas morreram. Se ficar caracterizada a pressa, estará caracterizada, também, a culpa do motorista. Culpa com dolo, creio eu, apesar de não ter conhecimento do Código Penal.

Mais do que no caso do caminhoneiro, ambos, promotor e professor de educação física, deveriam ser julgados por homicídio doloso. Deveriam enfrentar os mesmos rigores da lei que vai enfrentar o motorista de Santa Catarina - também um assassino, caso fique provado que o problema não foi no freio. Às famílias, restaria apenas o consolo de ver os culpados pagando caro pelos crimes que cometeram.

Mas, em se tratando de Brasil, são grandes as chances de o promotor e, com um pouquinho de sorte, o professor de educação ficarem livres e fundarem o Clube dos Assassinos Profissionais do Trânsito (CAPT), onde, junto com jogadores de futebol, pagodeiros e cantores sertanejos, gozariam de plena liberdade, mesmo com mortes nas costas, e pagariam suas leves penas em serviços comunitários.

:: RAPHAEL CRESPO 14:50 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Quinta-feira, Outubro 04, 2007 ::

Kevin Neuendorf, o verdadeiro analista social do terceiro mundo

Na época dos Jogos Pan-Americanos, escrevi sobre a polêmica do jornalista Kevin Neuendorf, um dos assessores de imprensa da delegação dos Estados Unidos nos Jogos Pan-Americanos, que virou persona non grata no Brasil, ao escrever a frase "Welcome to the Congo!", em letras garrafais, num quadro de avisos dentro da sala dos americanos no Riocentro.



Os americanos são conhecidos, fora de suas fronteiras, logicamente, como um povo sem cultura, voltado para o próprio umbigo. Mas, assim como eu disse no post passado, esse tal de Kevin Neuendorf sabe das coisas. Pois vejam mais uma semelhança entre Brasil e Congo, aí!. Atenção: EU DISSE "SEMELHANÇA", POIS, AQUI NO BRASIL, MORRE MUITO MAIS GENTE.



LAMENTÁVEL!!!

:: RAPHAEL CRESPO 14:31 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Sexta-feira, Setembro 21, 2007 ::

RETORNOS HISTÓRICOS. OUTROS, NEM TANTO


As vezes me pergunto se nasci na época errada. Apesar de me dar muito bem com inovações tecnológicas, não me identifico com as mudanças sociais que elas acarretam. E dentro dessas mudanças estão, logicamente, as que acontecem no cenário musical. Alguns meses atrás, escrevi sobre "um tempo bom que não volta mais". Pois resolvi voltar, em parte, ao tema após ler sobre a confirmação do retorno do Led Zeppelin aos palcos, mesmo que para apenas um show.

Sei que o assunto é da semana passada. Mas, como esse blog é meu, não tem compromisso com nada e não é minha fonte de renda, volto ao tema, assim mesmo. Aliás, se eu ganhasse para fazer isso aqui, o blog teria atualizações várias vezes por dia. Mas, infelizmente, preciso usar boa parte do meu tempo no emprego que garante o pão de cada dia em cima da mesa. Patrocinadores para o Reviews???

Bom, voltando ao post, sempre torci um pouco o nariz para bandas, há tempos inativas, que retornam para turnês caça-níqueis. Mas, ao mesmo tempo, vejo com bons olhos a oportunidade de gerações mais novas poderem presenciar a história em cima de um palco, mesmo que personificada por um grupo de grisalhos barrigudos. Mesmo assim, há casos e casos.

A volta do Led Zeppelin é um caso. É um sonho para qualquer fã de rock n' roll. Infelizmente, o sonho se tornará realidade para uma pequena parcela dos milhões de fãs que procuraram o site de inscrições para o sorteio que dará direto à compra dos ingressos. Apesa de ser minha banda favorita, sequer me dei o trabalho de tentar. O show será em Londres e a combinação "entradas + passagens + hospedagens" deve ser = "uns três meses de salário". Para um sujeito casado, com contas a pagar, fica difícil.

Mesmo assim, torço para que o evento histórico seja um sucesso e acabe virando uma turnê mundial. Mesmo que com shows esporádicos, em apenas algumas cidades escolhidas a dedo. Se isso acontecesse, o Brasil, e mais precisamente o Rio de Janeiro, seria candidato certo a receber uma das apresentações. Jimmy Page tem uma ligação forte com o país, esta sempre por aqui, e, inclusive, tem uma fundação beneficente em Santa Tereza. Se não me engano, inclusive, é casado com uma brasileira.

O prefeito Cesar Maia tem a mania de passar três anos sem fazer nada, apenas se capitalizando para, no último ano de seu mandato, transformar o Rio de Janeiro num canteiro de obras, já visando eleições futuras. Pois ele bem que poderia abrir os cofres e trazer o Led Zeppelin para um show de graça em Copacabana. Certamente, choveria empresas interessadas numa parceria para patrocinar o evento. E seria um sucesso, como foi o show do Rolling Stones.

Mas se rolar a turnê e não for no Rio de Janeiro, não tem problema. Pode ser em qualquer canto do Brasil que eu vou. Aliás, se for em qualquer país da América do Sul, já dá para pensar no caso. O Led Zeppelin valeria o sforço e o rombo no orçamento.

Pensando bem, alguma possibilidade de patrocinadores para uma ida desse humilde escriba a Londres, para o show de novembro??? Estou aberto a propostas. Sua marca em meu blog pode ser vista por mais de 20 pessoas por dia. Isso dá uma média de 600 por mês!!!

Voltando ao assunto reuniões, outro caso parecido, guardadas as devidas proporções, é o show do The Police, em dezembro, no Maracanã. Conto os dias para a dara. E uma parte do 13º, certamente, vai nesse ingresso. Cotados para a abertura, os Paralamas do Sucesso se encaixariam como uma luva. Confirmada a dobradinha, será uma noite inesquecível.

Já em relação ao Sex Pistols, não dá para respeitar o retorno da banda. Mesmo a turnê de alguns anos atrá, que, inclusive, passou pelo Brasil já foi uma piada, um engana-trouxa, recheada de declarações de Johnny Rotten sobre estarem voltando apenas pelo dinhero. Um show do Sex Pistols atualmente, 30 anos após o começo e o ápice do movimento punk, não vale nem mesmo como registro histórico. É datado e chega a ser deprimente. Teve sua importância na época, mas não significa mais nada nos dias de hoje. É outro caso.

:: RAPHAEL CRESPO 13:26 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Quinta-feira, Setembro 13, 2007 ::

LAMENTÁVEL!

Eu bem que tento escrever de forma mais leve por aqui. Estou, inclusive, com um novo post saindo do forno, sobre a reunião do Led Zeppelin para um show ainda este ano, em Londres. Mas é difícil manter o bom humor quando eu sou um dos quase 200 milhões de brasileiros feitos de palhaço. E isso acontece diariamente. Algumas vezes em menor intensidade, em outras tantas da forma mais deslavada possível, como na sessão fechada de ontem, no Senado, que votou pela absolvição de Renan Calheiros. São dois os sentimentos: Vergonha e Impotência.



:: RAPHAEL CRESPO 10:23 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Setembro 11, 2007 ::

QUAL É A DIFERENÇA DOS MINISTROS PARA O POVÃO?



"O ataque de traficantes a um trem onde estavam dois ministros de estado, ontem, no Rio de Janeiro, chocou o país". Foi assim que o jornalista Renato Machado, âncora do "Bom Dia, Brasil", introduziu, no matinal da TV Globo, a matéria sobre o episódio que foi capa de todos os jornais de hoje. Em relação à frase usada no telejornal, me veio à cabeça uma pergunta: para os editores globais, o episódio chocou o país porque um trem foi baleado ou por causa da presença de dois ministros em seu interior?.

Pessoalmente, não acho que o episódio chocou o país. Sei que eu não fiquei assim tão chocado. Nem mesmo o ministro das Cidades, Márcio Fortes, que estava dentro do trem, ficou muito chocado, pois mora no Rio de Janeiro e, infelizmente, disse encarar a violência como algo natural de uma grande cidade.

Respondendo à pergunta mais acima, acho que, para os editores globais, o episódio chocou o país, mesmo, por causa da presença de dois ministros no interior do trem. Afinal de contas, isso é uma barbárie! Como pode acontecer de duas autoridades do Governo Federal serem ameaçadas desse jeito?

Mas será que só agora descobriram o clima de barbárie em que vivemos no Rio de Janeiro? A forma como Renato Machado leu a introdução da matéria, num tom soturno, com um misto de revolta e preocupação em sua voz, poderia ser usado para introduzir supostas manchetes como: "O que o mundo temia aconteceu. Começou hoje a Terceira Guerra Mundial" ou "A humanidade está condenada. Nasa confirma que um meteoro de duzentos quilômetros de diâmetro se encontra em rota de colisão com a Terra".

Sinceramente, não precisava desse tom. Que grande novidade tem no episódio? Um meio de transporte público foi atacado por bandidos. A única diferença do que acontece todos os dias aqui no Rio de Janeiro é que dois ministros de estado viajavam dentro do trem. E duvido muito que os traficantes soubessem disso. Devem ter vistos policiais fardados guardando as janelas e, na linguagem "Expresso / Meia-Hora", largaram o dedo.

A população sofre diariamente com balas perdidas - e outras não tão perdidas. Projéteis cruzam os céus e as ruas do Rio de Janeiro na mesma frequência em que meteoritos caem e guerras começam em diversos cantos do planeta. Pessoalmente, não estou nem aí se uma pequena pedra do espaço caiu no extremo noroeste do Quirguizistão, ou se conflitos internos eclodiram uma guerra civil no Tadjiquistão.

Logicamente, como carioca, não fico indiferente quando vejo qualquer notícia sobre a violência urbana. Muito menos quando presencio ou sofro pessoalmente em algum episódio. Mas o ataque ao trem dos ministro não me chocou nem mais nem menos que qualquer outro crime corriqueiro do Rio de Janeiro. Chocou igual.


:: RAPHAEL CRESPO 13:24 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Setembro 04, 2007 ::

EU AMO MÚSICA DE PRETO!

Tenho o maior respeito pelo jornalista Jamari França. O cara escreve sobre música e ainda é pago para tal. Mais do que isso, gosto verdadeiramente de seu blog no Globo Online - que está no meu favoritos -, pois ele etende realmente do riscado. Em um de seus posts mais recentes, Jamari escreveu sobre o show do Living Colour, no Circo Voador. Concordei com basicamente tudo o que ele falou sobre os virtuosos negões da banda americana, mas tive que discordar de alguns pontos sobre a noite, em geral.

A primeira discordância está logo frase inicial, onde se encontra, ao meu ver, um erro: "Show do Living Colour sexta no Circo Voador...". O show não foi na sexta-feira passada, apesar de o ingresso ter impressa a data de 31/08/2007 e de todos terem adentrado a casa neste dia. Pelo que me lembro, a banda subiu no palco quando o relógio já marcava quase 1h da madrugada. O show, portanto, foi no sábado. O motivo: duas aberturas completamente desnecessárias e fora do contexto da noite.

E estão nas "atrações" que abriram a noite os meus outros motivos de discordância. Uma banda como o Living Colour, que, sabidamente, costuma fazer shows de quase três horas seguidas, não precisa ter ninguém na abertura. O show de 2004, no Canecão, foi uma prova disso. Mas foi cometido esse erro neste final de semana que passou, no Circo Voador.

Além disso, os responsáveis pela casa de shows mais democrática do Rio de Janeiro precisam saber que, no som pesado, muitas vezes, não há espaço para democracia. Roberto Medina já deve saber disso, apesar de ter, teimosamente, cometido o memo erro por três vezes seguidas nas edições do Rock in Rio: Kid Abelha no primeiro; Lobão no segundo e Carlinhos Brown no terceiro. Todos sentiram o peso do caráter não democrático do rock.

Lembro-me bem, também, de um show do Faith no More, no Maracanãzinho, em 1992, em que a banda de abertura Maggie's Dream foi vaiada do começo ao fim e sofreu uma chuva de latas, apenas pelo fato de o vocalista ser o ex-Menudo Robby Rosa, que, na oportunidade, num determinado momento, cantou de costas para o público, por se recusar a sair do palco antes de terminar a apresentação.

Na noite de sexta-feira, os fãs do Living Colour foram submetidos a um teste de paciência. E, logicamente, poucos passaram com louvor. Primeiro foi o insosso Vulgue Tostói - considerado excelente pelo Jamari. Bom, gosto não se discute. Como tomei o cuidado, com meus amigos, de comprar os tickets de chope por antecipação, nos postamos em frente a um dos bares do Circo e passamos quase uma hora bebendo e conversando sobre música. Sem problemas. O show de abertura já estava na programação.

Muitos não viram o tal do Vulgue Tostói e não se mexeram dos bares nem mesmo na hora da participação "especial" de Lenine. Terminado o show de abertura, a pista lotou, na expectativa pela principal atração da noite. Mas ainda não era dessa vez. Anunciado como uma surpresa, e a pedidos do Living Colour, sobe ao palco o "Nós do Morro". E este foi um capítulo à parte na noite.

Aqui, vou concordar com algo que escreveu o colega Jamari: "É uma formação amadora ainda, não muito sincronizada, com uma menina linda que pretende ser vocalista mas não tem menor condição". Bom, acho que isso ficou bem claro. O som era de péssima qualidade. A "menina linda" abusou do direito de desafinar e ainda quis enfrentar a platéia nervosa. E por uns longos 30 ou 40 minutos, a batucada descompassada do "Nós do Morro" encheu o saco dos presentes.

O "Nós do Morro" é um projeto bacana? Com certeza! Ajuda a manter os jovens da comunidade carente longe do consumo e da venda de drogas? Excelente! Oxalá nossos governantes fizessem algo parecido com isso. Agora, não dá para esperar uma reação positiva de uma platéia que pagou e esperava ansiosamente para ver o show de uma das bandas de rock mais importantes da história, mas, antes, teve de aguentar a chatíssima apresentação. Ninguém pagou para ver o "Nós do Morro". Se os responsáveis pelo Circo Voador acharam que seria um bônus - o que, na verdade, pareceu uma forma de encher linguíça antes do show principal, numa casa não muito conhecida pela pontualidade - se enganaram redondamente. Foi para lá de ônus a apresentação da "banda-ONG".

Do lado de fora, antes de entrarmos na casa, alimentávamos o mercado informal de venda de cerveja quando, de repente, um bloco chegou em frente aos arcos da Lapa numa batucada instrumental. Sem saber de quem se tratavam, alguns formaram uma roda em volta, outros se afastaram. Eu e meus amigos seguimos o segundo grupo. Mais democrática ainda que o Circo Voador, a praça da Lapa, sim, poderia ter sido o palco do "Nós do Morro". De repente, a aprovação, dos que ficassem para assistir à apresentação, seria de 100%.

Jamari chamou os que vaiaram de trogloditas. Até concordo. Vaia tem hora e lugar. Não concordo, por exemplo, com o que aconteceu com Lula na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Mas não me envergonho de estar entre os trogloditas e confesso que me diverti muito quando a "menina linda" do "Nós do Morro" apontou o dedo diretamente para mim, que vaiava enquanto ela, branca como a neve, cantava os versos racistas da banda O Rappa: "Branco, se você soubesse o valor que o preto tem, tu tomava um banho de piche, branco, e ficava preto também". Essa música, aliás, dá pano para uma discussão bem mais ampla.

Antes de sair do palco, não satisfeita, a "menina linda" ainda se meteu a fazer um breve discurso sobre o respeito à cultura negra. E tome mais vaia! Pelo menos, esse foi o final do show.

Minutos depois, finalmente, pudemos admirar um belíssimo exemplar da cultura a que se referiu a lorinha que se acha pretinha: o puro rock n' roll - estilo de origem negra, mas que foi embranquecido por Jerry Lee Lewis, Elvis e Beatles da vida. E foi com muito respeito e empolgação que a platéia assistiu a mais uma apresentação de uma das bandas mais fantásticas que se tem notícia. Sobre o show do Living Colour, não há muito o que falar. Dá para resumir numa palavra: PERFEITO!

:: RAPHAEL CRESPO 09:45 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Terça-feira, Agosto 28, 2007 ::

MÚSICA DE PROTESTO



Lá se vão 12 anos desde o lançamento do excelente "Vamo Batê Lata" - um dos melhores álbuns "ao vivo" da história do Rock brasileiro. Pois junto do registro de duas noites de shows dos Paralamas do Sucesso em São Paulo, pela turnê de "Severino", um CD bônus trazia, em meio a três faixas água-com-açúcar, a última música verdadeiramente de protesto feita no Brasil.

Eram tempos em que Luis Inácio, sem sequer ter idéia do quê significava estar no poder, falava e avisava, em vez de se omitir e dizer, já em seu altar inatingível no Planalto, que não sabe de um monte de coisas. Naqueles tempos, o país ainda aprendia a dar os primeiros passos na democracia - traumatizado por anos de ditadura militar, um impeachment presidencial e a transição de inflações galopantes para o início da estabiliade da moeda com Plano Real. E com os jogos de poder alterados, os políticos começaram a se aperfeiçoar ainda mais na corrupção, algo que, sabidamente, está em nossa cultura desde os tempos dos "patrícios".

Pois, paradoxalmente, apesar do fim da repressão militar, as músicas de protesto foram rareando, a ponto de sumirem por completo. Qual será o motivo? Não há mais nada para reclamar?

O discurso dos anos 60 e 70 chegava a ser quase monotemático - pregando, como diziam os militares, a subversão ao sistema ditatorial, a luta contra a censura e pela democracia. Mas, mesmo assim, principalmente na obra de Chico Buarque, era de uma riqueza sem igual na história da música brasileira. Sem precedentes e que, passada essa época, jamais foi igualada.

Em "Luiz Inácio (300 picaretas)", a música tema deste post, um inspirado Herbert Vianna não usou de poesia para despistar a censura. Até porque, o regime militar já não estava mais em vigor. Ao contrário. O guitarrista e vocalista foi bastante direto, dando nome aos bois, o que, na época, acabou rendendo uma proibição de shows em Brasília, sob alegação de que a música feria a honra dos nobres deputados federais.

Definitivamente - apesar de escândalos políticos, corrupção, pessoas morrendo por falta de médicos, crise aérea e outras mazelas - não há mais músicas de protesto. E isto é uma constatação para lá de triste em tempos, também, de um movimento demagogo e oportunista como o "Cansei!", que vem de carona na queda de um avião e do qual fazem parte pessoas com grana o suficiente para contratar seguranças, andar em carros blindados e alugar helicópteros para evitar o caos aéreo.

É gente que apresenta um programa pré-histórico nas noites de segunda e que é conhecida por apoiar, há décadas, um ladrão que defende o "estupra, mas não mata". É atriz, antes conhecida como namoradinha do Brasil, que dissemina o pânico na população durante uma campanha presidencial. Enfim, é um sem número de gente chique, rica e famosa querendo aparecer em páginas com um pouco mais de conteúdo que as de Caras.



Pensando bem, uma boa música de protesto foi feita recentemente. Uma música de apenas um verso, sobre o "Cansei!", composta, inclusive, por um tal de Luciano, irmão menos famoso de um dos riquinhos cansadinhos: "Caguei!".

Ele pode ser rico do mesmo jeito, suas razões podem ser várias e o discurso não tem nenhum pingo de lirismo, mas é coerente. O cara está longe de ser um Herbert Vianna. Mais ainda de ser um Chico Buarque. Mas, ao meu ver, falou e disse.

:: RAPHAEL CRESPO 22:58 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Quinta-feira, Agosto 23, 2007 ::

O QUE É DESRESPEITO?

Animada conversa de corredor no pavilhão 48 do Riocentro, ontem à tarde: - Fala, sem braço! - provocou o cadeirante Ecildo Oliveira.

- E aí, sem perna. Vamos jogar capoeira? - devolveu o atleta paraolímpico Luiz Henrique Medina, o Caíque, arrancando novas risadas ao ser perguntado sobre sua idade: - 53 em cada perna. Como só tenho uma...


Confesso: sou fã incondicional de humor negro e tenho a mente doentia, e fértil, o suficiente para criar boas piadas. Mesmo que politicamente incorretas. A citação acima é o início de uma matéria publicada na sexta-feira passada no caderno de esportes do jornal O Globo, sobre a lição de vida de dois atletas brasileiros que disputavam o Parapan-Americano. Uma pérola absoluta do humor negro!

Por exemplo, não considero um desrespeito falar, brincando, que os jogadores que praticam o futebol de cinco - esporte que, inclusive, rendeu ouro para o Brasil, em final contra a Argentina - não têm visão de jogo. Principalmente por ver como muitas dessas pessoas portadoras de algum tipo de deficiência dão lições de bom humor. Tem até humorista ganhando dinheiro por aí, em programas de televisão, fazendo piadas pelo fato de ser cego. Mas tem muita gente que fica incomodada quando uma pessoa de estado físico perfeito brinca com esse tipo de coisa.

Pessoalmente, acho um desrespeito o próprio Parapan-Americano e as Paraolimpíadas. Por que não fazer a competição dos atletas portadores de deficiência junto com os outros? Certamente, pela falta de apelo comercial.

Agora, desrespeito, mesmo, é o que aconteceu com o atleta da equipe paraolímpica da Argentina, que teve sua morte confirmada hoje, no Hospital Salgado Filho. Fica uma pergunta muito séria sobre esse episódio: a culpa é de quem?



Patrocinador oficial dos Jogos Pan-Americanos, um dos maiores planos de saúde do Brasil se recusou a continuar, durante o Parapan, com o serviço de cobertura total que prestara aos atletas que, teoricamente, gozam da mais perfeita saúde. Alegou-se, inclusive, que uma outra empresa concorrente era parceira do Comitê Paraolímpico Brasileiro e que haveria conflito. No final das contas, nenhuma das empresas comprou a bronca e os pobres atletas deficientes ficaram nas mãos da saúde pública.

Os planos de saúde têm culpa? Certamente, não. A única coisa que fica para eles é uma postura extremamente antipática. Maior ainda que a já existente, pois nenhuma dessas empresas faz caridade. Muito pelo contrário. Cobram muito caro por seus serviços e têm, apenas, interesses comerciais.

Então, mais uma vez, de quem é a culpa?

A resposta engloba vários fatores e pessoas. São muitos os culpados. Muito da culpa pode ser do próprio AVC sofrido pelo atleta, que, de repente, foi tão fulminante, que não haveria possibilidade de recuperação. Mas não dá para ignorar o fato de ele ter passado por um hospital lotado e ter demorado 10 horas até ser atendido no Hospital Salgado Filho.

A culpa é do Governo Federal - tanto de Lula quanto de FHC -, que nunca destinou à saúde, para o qual foi pré-determinado, o dinheiro arrecadado com a aparentemente eterna CPMF. A culpa é também da organização do evento – Prefeitura e CO-RIO -, que deve ter achado, realmente, que poderia contar com o SUS para amparar os atletas paraolímpicos. É também dos mensaleiros e de todos os políticos corruptos, que desviam o dinheiro público. Enfim, a culpa é, como já afirmado acima, de muito mais fatores e pessoas que englobam um círculo vicioso de um país sem comando.

Culpa minha, não é. Eu poderia até dizer que um argentino a menos no mundo não fará a menor falta. Seria um comentário de humor negro inapropriado. Mas, certamente, não seria um desrespeito. Mesmo porque, muito honestamente, eu até gosto dos argentinos.

:: RAPHAEL CRESPO 11:18 :: Comments: :: [Link do post] ::
...
:: Quinta-feira, Agosto 16, 2007 ::



Para quem não conhece, de tempos em tempos publico as pérolas que encontro na ferramenta de contagem de acessos do meu blog, onde tenho a possibilidade de ver o que algumas figuras digitam no Google e que as fazem chegar no meu blog. Algumas mais recentes são fantásticas e provam que, ainda, as pessoas não sabem fazer buscas precisas na internet.

Divirtam-se!

- resposta humorada que posso dar no orkut para uma pessoa arrogante
Éssa é campeã! Deixe-me pensar... Bom, me vêm à cabeça diversas respostas, mas, antes de mais nada, não posso deixar de me solidarizar com essa pobre pessoa, que vem sendo tratada de forma arrogante. É uma alma perturbada, que deve estar sendo importunada pelo Orkut, ou está tentando ganhar amizade/amor virtual de alguém. Das duas uma: ou é uma adolescente feiosa e romântica ou um emo com tendências suicidas querendo passar imagem de forte.

Mas vamos voltar a pensar nas respostas.

Acho que "vai tomar no orkut" é muito batida, né? Comentar a arrogância dessa pessoa dizendo que "no Orkut dos outros é refresco" também não rola. Se ele for um arrogante alcoólatra, melhor não soltar um "Orkut de bêbado não tem dono". Bom, pensando bem, é melhor deixar os trocadilhos infames de lado.A pessoa quer uma resposta humorada. Mas será que ela quer bem-humorada ou mal-humorada? Melhor pensar nas duas opções, então. Mas, antes, tenho que levar em consideração o perfil de uma pessoa que faz uma pesquisa como essa.

Se for uma adolescente feiosa e romântica, provavelmente a pesquisadora do nosso bravo Google está à procura de uma resposta bem-humorada. Pensei na seguinte: "Menino, quando eu tirar meu aparelho freio de burro e aparecer na capa da Capricho, você vai passar a me querer! Acho que você deveria investir agora no meu potencial".

Agora, se for um emo, a resposta teria que ser mais mal-humorada, sofrida, pessimista. Algo como: "Essa sua arrogância me deixa mal e me faz gastar muito mais com gel - para colocar meus cabelos para baixo - e com maquiagem - para deixar minha cara ainda mais triste do que já é. Além disso, meu CD do Fresno já está praticamente todo arranhado, de tanto que eu escutei desde que eu te conheci".


- SETE CORES DO TIME DO FLAMENGO
O Google não te respondeu essa??????? Bom, vamos lá:
1ª - Preto
2ª - Vermelho
3ª - Rubro
4ª - Negro
5ª - Black
6ª - Red
7ª - Aí ficou difícil... Nem eu, flamenguista de nascença, sei responder qual é a sétima cor do Flamengo.


- Frodo bolseiro nú
Nunca vi, não. Mas uma vez, passando em frente a uma banca de jornal, vi uma revista que vendia um filme pornê gay chamado "Senhor dos Anais". De repente, lá você encontra o que precisa. No mais, meu caro, palavras oxítonas terminadas em "i" e "u" nunca são acentuadas.

- declaração de melhor amiga ( textos )
Caso ainda não tenha encontrado a resposta e volte ao meu blog, aí vai um modelo para você:

"Atesto, para os todos os fins de direito, que conheço FULANA DE TAL - portadora do CPF ... e do documento de identidade ... -, de idoneidade moral e conduta ilibada, não havendo, até a presente data, nenhum fato desabonador com relação a sua conduta. Outrossim, declaro que FULANA DE TAL é possuidora de predicados suficientes para merecer o posto de MELHOR AMIGA.


- acento na musica
Fica na letra "u": "MÚSICA".

- gostaria de entrevistar silvio santos
Não sabia que Seu Google era o empresário de Senor Abravanel!!! Ah, eu também tenho muita vontade de entrevistar o Sílvio Santos! Seu Google, agenda um horário aí pra mim! Pode ser por telefone. Eu prometo que não demoro!

- quem curou a garganta de silvio santos
Bom, se essa pesquisa foi feita pelo mesmo cara de cima, eu me pergunto: será que ele queria entrevistar o Silvio Santos só para perguntar isso? Meu caro, eu não preciso nem do Google e nem entrevistá-lo para saber que, provavelmente, foi um otorrinolaringologista.

- quero site que tenha fotos de acidentes em rodovias e aéreas
Seu Google, se ele QUER o site, então você tem quer dar. Por mais doente, sádico e necrólatra que o cara possa parecer.

:: RAPHAEL CRESPO 14:30 :: Comments: :: [Link do post] ::
...

Chamada de capa do Globo de hoje:

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, por 44 votos a 15, a admissibilidade da emenda que prorroga até 2011 a cobrança da CPMF. Votos do PSDB ajudaram a dar a vitória ao governo, sem partilha de recursos com os estados

Quando o PSDB vota em favor do governo do PT, significa que existe algo de muito errado!
Bom, parece que o governo atual vai ter mais dinheiro para fechar suas contas, assim como o sucessor do Lula.
Assim fica mais fácil pagar os salários do "Trenzinho da Alegria".
É triste...

:: RAPHAEL CRESPO 10:09 :: Comments: :: [Link do post] ::
...

This page is powered 

by Blogger. Isn't yours?